Henrique Safer — Neurotreinador
Neuro Safer — Neurotecnologia para Performance Emocional e Mental
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Relatório Completo de Mapeamento Cerebral
Lucas Moura Carlos de Oliveira
9 anos  ·  Goiânia, GO  ·  30 de março de 2026  ·  Neurotreinador: Henrique Safer
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Este relatório apresenta a leitura completa do mapeamento — com os achados por região e o que cada um significa na prática. Todos os padrões descritos aqui foram identificados pelo sistema TQ8 e estão registrados no relatório técnico da avaliação.
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Visão Geral
O que o cérebro do Lucas está comunicando

Antes de qualquer achado, uma coisa precisa ser dita: o que a família do Lucas observa faz sentido. A dificuldade de focar. O corpo que não para. As reações emocionais intensas. A aprendizagem que não avança na velocidade esperada. Esses não são sinais de teimosia ou falta de vontade — são sinais de um cérebro operando fora do seu ritmo ideal.

O mapeamento identificou dois padrões que coexistem: o cérebro do Lucas é dominado por atividade de baixa frequência — o sistema TQ8 encontrou frequências de pico lentas em todos os 20 canais avaliados, com ritmo dominante significativamente abaixo do esperado para uma criança acordada e ativa. Ao mesmo tempo, a região temporal esquerda — T3, área de linguagem e memória emocional — apresenta um padrão oposto: atividade acelerada e elevada, em claro contraste com o restante do cérebro. O corpo desacelera; o sistema de alarme emocional permanece ligado.

A boa notícia: a responsividade do alfa está dentro do esperado. O sistema confirmou que o cérebro do Lucas sabe diferenciar repouso de atividade — o mecanismo de transição está preservado. É exatamente sobre esse potencial que o treinamento vai trabalhar. Além disso, aos 9 anos, a plasticidade cerebral é máxima — a janela de resposta ao treinamento é a melhor que vai existir.

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Principais Padrões
Os achados mais relevantes identificados pelo TQ8
🔴 Padrão 1 — Frequência de Pico Global Muito Baixa
O TQ8 identificou frequências de pico lentas em todos os 20 canais avaliados: Fp1, Fp2, F3, F4, F7, F8, C3, C4, Fz, Pz, Cz, Oz, T3, T4, T5, T6, P3, P4, O1, O2. O ritmo dominante em todo o cérebro é muito mais lento do que o esperado para uma criança em vigília — o que o sistema descreve como dominância de baixa frequência, consistente com dificuldades em manter foco externo, dificuldade com detalhes e processamento de linguagem, e estados de baixa energia. Ondas lentas dominam em todos os canais avaliados.
O que isso significa para o Lucas: o cérebro está funcionando como se estivesse em modo de economia permanente — a capacidade de processar informações externas, manter foco e ativar para tarefas está sistematicamente comprometida pelo excesso de ritmos lentos.
🔴 Padrão 2 — Temporal Esquerdo em Estado de Alerta Elevado
O TQ8 identificou o canal T3 (temporal esquerdo — área de Wernicke, linguagem e memória emocional) com atividade de beta rápida marcadamente elevada — dentro da banda de hipervigilância (23–38 Hz). O sistema descreve picos de beta rápida como "geralmente não funcionais, mais associados à hipervigilância e medo baseado em trauma". T4 e T6 também apresentam padrão de ativação elevada nessa mesma faixa.
O que isso significa para o Lucas: enquanto o cérebro como um todo tenta economizar energia, o centro de linguagem e memória emocional está em estado de alerta máximo. Esse padrão paradoxal — lentidão global + alarme localizado — é consistente com o histórico de negligência relatado e explica a coexistência de apatia e reatividade emocional intensa.
🔴 Padrão 3 — Razão Teta/Beta Muito Alta em Múltiplas Regiões
O TQ8 identificou razão entre ondas lentas e rápidas muito elevada nos pontos F3, F4, F7, F8, C3, C4, Fz, Pz, Cz, Oz, T4, T6, P3, P4 — com os valores mais críticos nos parietais e na linha média. Adicionalmente, Fz e F7 apresentam ativação reversa: ao serem demandados, produzem mais theta em vez de mais beta — o cérebro desacelera quando deveria acelerar.
O que isso significa para o Lucas: quanto mais cobranças e pressão, pior o desempenho — porque o frontal responde à demanda na direção errada. Estratégias de pressão e repetição intensa tendem a agravar o padrão.
⚡ Padrão 4 — Hemisfério Esquerdo Mais Lento que o Direito
O TQ8 identificou o hemisfério esquerdo menos ativado que o direito nos pontos F3/F4, F7/F8, C3/C4, P3/P4, O1/O2. Adicionalmente, confirmou dominância de alfa no hemisfério esquerdo nos mesmos pares mais T3/T4. O sistema descreve o primeiro como consistente com "falta de atenção a estímulos exteriores, dificuldade em criar e manter rotinas, tendência a baixa de energia e sentimentos depressivos", e o segundo com "humor deprimido, visão negativa da experiência e dificuldade no processamento de linguagem". O mapeamento aponta indicadores elevados para tonalidade depressiva e ansiedade — padrões elétricos treináveis.
O que isso significa para o Lucas: o padrão elétrico de base inclina a percepção de mundo para o negativo — não por escolha, mas por frequência. A tristeza, a apatia e a visão pessimista não são traço de personalidade: são padrões elétricos treináveis.
⚡ Padrão 5 — SMR Abaixo da Meta no Córtex Central
O TQ8 identificou o ritmo SMR (12–15 Hz) abaixo da meta nos três canais do córtex sensorimotor: C3, Cz e C4 (olhos abertos). O vértice Cz apresenta desaceleração geral confirmada. O sistema aponta: "caligrafia ruim, inquietação, impulsividade, distraibilidade e problemas com coordenação motora são sintomas comuns."
O que isso significa para o Lucas: o corpo não consegue entrar em pausa quando deveria. A inquietação física não é birra — é ausência do sinal elétrico que produz calma corporal. O sono de início também é afetado diretamente.
⚡ Padrão 6 — Baixa Conectividade e Rede de Modo Padrão Desconectada
Baixa sincronia de ondas lentas nos pares C3-C4, Cz-Oz, P3-P4, O1-O2. Baixa sincronia de alfa em C3-C4, P3-P4, O1-O2. O TQ8 também confirmou baixa conectividade na Default Mode Network (rede de modo padrão) nas frequências alfa, teta e gama — o sistema responsável por autoconsciência, descanso mental e integração de experiências. Alta sincronia excessiva em O1-O2 em ondas rápidas, associada a sensibilidade visual aumentada.
O que isso significa para o Lucas: as regiões cerebrais não se comunicam de forma fluida — o que gera fadiga por desperdício de energia e dificuldade de integrar novas informações. A desconexão da rede de modo padrão também compromete a autoconsciência e a capacidade de reconhecer os próprios estados emocionais.
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Leitura por Regiões
Cada área do cérebro — o que foi encontrado e o que isso significa
Região Frontal — O Centro de Comando (F3, F4, Fz, Fp1, Fp2, F7, F8)
Todos os canais frontais apresentam frequência de pico significativamente abaixo do esperado — o sistema apontou dominância de baixa frequência em toda a região. A relação entre ondas lentas e rápidas é muito elevada em F3, F4, F7 e Fz. Ativação reversa confirmada em Fz e F7: quando demandados, esses canais aumentam theta em vez de beta. O cingulado anterior (Fz) — responsável por monitorar conflitos, regular atenção e coordenar respostas — está com padrão de ativação invertido.
Como pode aparecer na vida do Lucas: o "motor" pode precisar de mais aquecimento do que parece necessário — o resultado chega, mas com mais custo energético do que deveria; aumentar pressão ou cobrança tende a piorar o desempenho em vez de melhorá-lo; funciona melhor com estrutura, ritmo e ambiente de segurança do que com urgência.
Região Temporal — Memória, Emoção e Linguagem (T3, T4, T5, T6)
T3 apresenta atividade de beta rápida marcadamente elevada — com pico dentro da banda de hipervigilância (23–38 Hz). T4 e T6 também mostram padrão de ativação elevada nessa faixa. Enquanto todo o sistema opera lento, o temporal esquerdo está acelerado e em alerta. O TQ8 descreve beta rápida nesses canais como associada a "hipervigilância e medo baseado em trauma". T3 é a área de Wernicke — processamento da linguagem falada, memória verbal e integração emocional das experiências vividas.
Como pode aparecer na vida do Lucas: reações emocionais que podem surgir intensas e de repente, especialmente em situações de avaliação ou pressão — nervosismo que parece maior do que o momento justifica; sob pressão intensa, palavras podem travar mesmo quando ele sabe a resposta; sensibilidade emocional elevada em situações sociais ou de desempenho.
Região Central — Descanso e Sono (C3, C4, Cz)
SMR abaixo da meta em C3, Cz e C4 com olhos abertos. Cz apresenta desaceleração geral (vértex lento) com relação entre ondas lentas e rápidas acima do esperado. O TQ8 associa baixo SMR em crianças a: "caligrafia ruim, inquietação, impulsividade, distraibilidade e problemas de coordenação motora" e a dificuldade de pegar no sono. Baixa sincronia de ondas lentas confirmada no par C3-C4.
Como pode aparecer na vida do Lucas: dificuldade de adormecer — mente e corpo ficam em prontidão mesmo quando está cansado; pode apresentar inquietação física em momentos de espera ou transição; bruxismo ou sono agitado como possibilidades a observar.
Região Parietal — Atenção e Integração (P3, P4, Pz)
P3 e P4 são os dois canais mais comprometidos do mapeamento na relação entre ondas lentas e rápidas — muito aquém do esperado tanto em repouso quanto em atividade. Baixa sincronia de alfa e ondas lentas no par P3-P4 confirmada. O parietal responde à demanda cognitiva de forma muito lenta: enquanto o cérebro tenta trabalhar, a região responsável por integrar essas informações ainda está em modo de descanso.
Como pode aparecer na vida do Lucas: a atenção sustentada exige mais esforço do que deveria — o resultado chega, mas o cérebro gasta mais energia do que o necessário para sustentá-lo; pode cansar mentalmente mais rápido após períodos longos de foco; instruções com muitos passos podem exigir mais repetições para serem totalmente integradas.
Região Occipital — Processamento Visual (O1, O2, Oz)
Alta sincronia excessiva entre O1 e O2 em ondas rápidas — o TQ8 associa isso a "dificuldade de processamento ou extrema sensibilidade à luz e estímulos visuais, distúrbios do sono ou dores de cabeça". Oz com pico de alfa abaixo do esperado e um dos maiores desequilíbrios entre ondas lentas e rápidas do mapeamento. Baixa sincronia de ondas lentas e de alfa no par O1-O2.
Como aparece na vida do Lucas: dificuldade de "desligar" as imagens do dia ao tentar dormir; possível sensibilidade a luz intensa ou telas; dificuldade de transição após longos períodos de uso de jogos eletrônicos ou vídeos.
Linha Média — O Integrador Central (Fz, Cz, Pz, Oz)
Cz apresenta desaceleração geral (vértex lento) e SMR abaixo da meta. Fz com ativação reversa confirmada. O desequilíbrio entre ondas lentas e rápidas é expressivo em toda a linha média. O TQ8 identificou baixa conectividade na Default Mode Network nas frequências alfa, teta e gama — associada a "dificuldades para atingir a quietude, autoconsciência limitada e fadiga". A rede Fz-Pz (MBC) está apontada no plano de treinamento como área de trabalho prioritária.
Como pode aparecer na vida do Lucas: dificuldade de colocar em palavras o que está sentindo quando perguntado; uma fadiga que pode não passar completamente mesmo após descanso; em alguns momentos, pode parecer presente fisicamente mas internamente distante.
Para entender melhor
O menino que aprendeu a ser invisível — e o alarme que não desligou.

Imagine uma criança que, diante de um ambiente imprevisível, descobriu que ficar quieto era mais seguro do que se mover. Ficar devagar, ficar no mundo de dentro, não chamar atenção — isso se tornou o modo padrão. O sistema nervoso entrou em marcha lenta para gastar menos energia num ambiente que exigia vigilância constante.

Mas um sistema de segurança ficou de plantão: o centro de linguagem e memória emocional — onde vivem as lembranças do que aconteceu e do que poderia acontecer — permaneceu em alerta máximo. Devagar por fora. De guarda por dentro.

Esse não é um defeito de Lucas. É a resposta mais inteligente que o cérebro dele encontrou para sobreviver. O treinamento não vai apagar o que foi aprendido — vai ensinar ao cérebro que agora é seguro funcionar de forma diferente. E isso muda tudo.
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O Que Está Forte
Os recursos que o mapeamento confirmou
✓ Responsividade de Alfa — Dentro do Esperado
O TQ8 confirmou: "este cérebro mostra níveis esperados de responsividade em alfa." Quando Lucas fecha os olhos, o alfa responde. Quando abre, reduz. Esse mecanismo de transição está preservado — e é o ponto de apoio mais importante do treinamento. O cérebro sabe como mudar de estado. O treinamento vai ampliar essa capacidade.
✓ Criatividade e Mundo Interno Rico
O TQ8 descreve que a dominância de ondas lentas está relacionada com "pensamento criativo/intuitivo e processamento baseado em imagem". O índice de Criatividade no CRep está em 72%. O Lucas provavelmente tem uma imaginação intensa, pensamento visual rico e intuição aguçada. Esses são recursos cognitivos reais — não são compensações do problema, são potenciais que o treinamento vai preservar enquanto equilibra o sistema.
✓ Sem Assimetria Grave — Comunicação Hemisférica Preservada
Embora o hemisfério esquerdo esteja mais lento, não há desconexão estrutural severa entre os dois lados. O TQ8 não identificou assimetria de fase que indicasse dano de transmissão. O problema é de ritmo e equilíbrio — não estrutural. Isso significa que a resposta ao treinamento tende a ser mais rápida e mais estável.
✓ Plasticidade Máxima — 9 Anos
O cérebro em desenvolvimento, especialmente antes dos 12 anos, apresenta a maior taxa de plasticidade que vai existir ao longo da vida. O mesmo padrão que em adultos levaria 30 a 40 sessões para mudar, em crianças costuma responder em 15 a 25 sessões. A janela de intervenção que o Lucas tem agora não vai existir da mesma forma em dois, três anos.
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Pontos de Atenção
O que o treinamento vai cuidar primeiro — e por quê
🔴 T3 — Temporal Esquerdo em Estado de Hipervigilância
O temporal esquerdo em estado de alerta elevado é o achado mais urgente do mapeamento. Atividade acelerada em T3 — associada a hipervigilância e memória emocional sobrecarregada — afeta diretamente a linguagem, a reatividade emocional e a capacidade de processar experiências passadas. Protocolo bipolar duplo calmante em T6-T4 está previsto no plano de treinamento para trabalhar a descarga temporal de forma específica.
🔴 P3-P4 — Parietais com Ritmo Muito Lento
Os lobos parietais com ritmo dominante muito mais lento do que o esperado são o principal obstáculo para a aprendizagem escolar. Quando esse equilíbrio melhorar com o treinamento, a integração de informações tende a avançar — e os efeitos na escola costumam ser perceptíveis pela família e pelos professores.
⚡ Ativação Reversa Frontal — Fz e F7
O mecanismo de ativação reversa em Fz e F7 é a explicação técnica para por que cobranças e pressão não funcionam com o Lucas. O treinamento precisa restaurar a resposta normal de ativação antes de qualquer trabalho de performance. Protocolo específico de frequência para C3-P3-P4-Oz e F3-F7-T5-Oz está no plano.
⚡ Sono — SMR Baixo nos Três Canais Centrais
Com SMR abaixo da meta em C3, Cz e C4, a insônia de início — dificuldade de pegar no sono — está prevista. O TQ8 confirma o padrão. O treinamento sensorimotor é prioritário e ajustado para a faixa adequada para crianças. Melhora do sono costuma ser um dos primeiros resultados perceptíveis, geralmente entre a 5ª e a 10ª sessão.
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A família já percebeu isso?
Como esses padrões se traduzem no dia a dia do Lucas

Lendo o mapeamento, a família provavelmente vai reconhecer situações que se repetem — e que agora têm uma explicação:

Quando a pressão aumenta — cobrança, repetição, urgência — o resultado tende a piorar em vez de melhorar. O frontal do Lucas responde à demanda desacelerando em vez de acelerar. Ele precisa de estrutura e ritmo, não de volume.
Na cama, mesmo cansado, ele pode demorar para dormir — rola, mexe, parece que o corpo não consegue parar. O sinal elétrico que diz "agora pode descansar" está abaixo do ideal.
Às vezes ele parece não estar completamente presente na conversa — olha para você mas está em outro lugar. A rede de integração interna trabalha com conectividade reduzida, o que pode gerar esse estado de "presença ausente".
Reações emocionais que podem parecer grandes demais para o que aconteceu — nervosismo intenso, choro ou irritação que surgem de repente, especialmente em situações de avaliação ou quando algo não sai como ele esperava. O temporal esquerdo em estado de alerta é a origem elétrica dessas reações.
Mesmo quando entrega resultado — o esforço interno pode ser muito maior do que aparece por fora. Um cérebro que precisa trabalhar mais do que o necessário para chegar ao mesmo resultado cansa mais, e esse cansaço acumulado aparece de outras formas: irritabilidade, dificuldade de desligar, emoções que transbordam.

Nenhum desses é um problema de caráter, de disciplina ou de falta de vontade. São padrões elétricos que o cérebro do Lucas pode aprender a mudar — com o treinamento certo, nos lugares certos.

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O Que Vamos Fazer Juntos
Como o neurofeedback atua especificamente nesses padrões

Em cada sessão, sensores posicionados na cabeça lêem a atividade elétrica do cérebro do Lucas em tempo real. O software mostra ao próprio cérebro como ele está funcionando — e ele aprende a se ajustar. Sem choques, sem dor, sem medicação. Para crianças, o processo é ainda mais natural: o cérebro em desenvolvimento absorve o aprendizado com muito mais facilidade.

Para os padrões do Lucas, o treinamento vai atuar em três frentes principais: reduzir o excesso de theta nas regiões frontais, parietais e centrais; resfriar o temporal quente — especialmente T3, diminuindo a hipervigilância na área emocional; e fortalecer o SMR central — melhorando o sono, a calma física e a capacidade de focar.

Uma mudança que fica
O neurofeedback não mascara — ele treina o padrão elétrico diretamente. Uma vez que o cérebro aprende novos hábitos elétricos, ele os mantém. Em crianças, essa consolidação é ainda mais rápida e duradoura do que em adultos. A mudança que acontece durante o treinamento não desaparece quando ele termina.
Frequência e duração esperadas para a faixa etária
Sessões de aproximadamente 45 minutos a 1 hora, 1 a 2 vezes por semana. Protocolo completo estimado: 25 a 40 sessões (10 blocos de trabalho). Primeiras mudanças perceptíveis geralmente entre a 5ª e a 10ª sessão — sono, calma física e humor costumam ser os primeiros a responder. Aprendizagem escolar tende a melhorar a partir da 10ª a 15ª sessão, conforme parietais e frontais se estabilizam. Trabalho de integração emocional profunda (Alfa-Teta) entra a partir da 15ª sessão.
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Plano de Treinamento
6 blocos do Whole Brain Training personalizados para o mapeamento do Lucas

O método Whole Brain Training (Brain-Trainer International) trabalha o cérebro como sistema integrado. Cada bloco foi construído a partir dos padrões identificados no mapeamento, com um objetivo concreto e perceptível.

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Ativação Global de Frequência
Canais C3-P3-P4-Oz e F3-F7-T5-Oz com FRE: Soma, inibindo 2–8 Hz. Objetivo: elevar a frequência de base, reduzir o excesso de theta/delta e ajudar o cérebro a sair do modo de economia crônico. Protocolo bipolar duplo calmante em T6-T4 para o temporal quente direito.
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Resfriar o Temporal — T3 e T6
Protocolo calmante bipolar duplo para T6-T4 (FRE: Amplitude, Predefinição Bipolar Duplo Calmante, OA). Objetivo: reduzir a hipervigilância localizada no temporal esquerdo, liberar a linguagem e diminuir a reatividade emocional. É o protocolo mais crítico do plano para o Lucas.
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Reconectar Parietais e Occipitais
P3-P4-O1-O2 com CON: Sincronia (Alfa/Teta/Desligada), F3-F4 com MBC diminuir, O1-O2 com MBC combinado. Objetivo: restaurar a conectividade das regiões de integração — diretamente relacionado com melhora de atenção e aprendizagem escolar.
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SMR — Regulação Física e Sono
F8-C4 e C3-C4 com FRE: Amplitude (frequência SMR ajustada para crianças: 10,6–13,6 Hz). C3-C4-P3-P4 com CON: Sincronia de Fase (REC 38–42). Objetivo: fortalecer o ritmo de calma física, melhorar o início do sono e reduzir inquietação corporal em sala de aula.
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Linha Média e Modo Padrão
F4-Fz, C4-Cz, P4-Oz com FRE: Amplitude (INH 2–8, SMR 9–12). Objetivo: reconectar o eixo sagital e restaurar a Default Mode Network — para autoconsciência, capacidade de quietude e descanso mental genuíno.
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Sintomas — Ansiedade, Centramento e Social
Fz-Pz (MBC, aumentar/diminuir em tempo real), T4 (FRE: Amplitude, 2–6/19–38/7–11 Hz), Fz-F8, T4-C4-P4-Fz (complexo), F6-Cp6 (centramento). Objetivo: endereçar pensamentos obsessivos, ansiedade, timidez e retraimento em situações sociais — apontados no CRep.
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BAL — Balanceamento Hemisférico
BAL: Frequência nos pares F3/F4, C3/C4, P3/P4 e O1/O2 — treinar simetria entre hemisfério esquerdo e direito. Objetivo: reduzir a dominância do hemisfério direito e ativar o hemisfério da ação (esquerdo), equilibrando a tendência ao humor negativo, à baixa energia de base e à dificuldade com rotinas. Treinar F3-F4 com BAL: Amplitude para equalizar ativação frontal bilateral.
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ALP — Alfa+ (Elevar Pico e Amplitude de Alfa)
ALP: Alfa+ com dominância 8–12 Hz (olhos fechados e abertos) nos canais posteriores O1, O2, P3, P4. Objetivo: elevar o pico de alfa e ampliar a amplitude — fortalecendo o estado de presença, o "piloto automático" de base e a capacidade de transição entre repouso e atividade. A responsividade de alfa está intacta — esse protocolo potencializa o que já existe.
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CON — Coerência Pré-Frontal (Fp1-Fp2)
CON: Sincronia de fase nos pares Fp1-Fp2 e F3-F4, faixa alfa/beta funcional. Objetivo: melhorar a comunicação entre os pré-frontais — área de inibição de impulsos, julgamento social e regulação emocional de nível superior. Quando os pré-frontais conversam com sincronia, impulsos diminuem, leitura social melhora e a criança consegue "se segurar" antes de reagir.
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ALP — Alfa-Teta (Integração Emocional)
ALP: Alfa-Teta (estado profundo levemente alterado) com atenção especial a T3-T4. Protocolo de acesso a conteúdo subconsciente e integração de memórias emocionais. Indicado para fases intermediárias do treinamento (a partir da 10ª–15ª sessão), após o temporal ter sido resfriado pelos protocolos FRE. Aplicar com supervisão ativa: monitorar estado emocional durante a sessão. Objetivo: aprofundar a integração do padrão de alerta crônico, permitindo que o cérebro revise e reorganize memórias antigas em estado de segurança.
Síntese clínica
O mapeamento do Lucas revela um padrão cerebral consistente com um sistema que, diante de um ambiente imprevisível, desenvolveu como estratégia de base uma economia energética global — frequências lentas dominantes em todos os 20 canais, reduzindo o consumo e o risco de exposição. Ao mesmo tempo, o alarme emocional no temporal esquerdo permanece ligado, registrando tudo com atenção máxima.

Esse padrão não é uma falha — é a resposta mais adaptativa que o cérebro de uma criança de 9 anos conseguiu construir com os recursos que tinha. E por ser aprendido, pode ser reaprendido.

O bom: a responsividade de alfa está intacta, a comunicação hemisférica é preservada e a plasticidade infantil é máxima. O Lucas tem os recursos internos que o treinamento precisa para funcionar.

Com consistência — uma a duas sessões por semana — os primeiros resultados tendem a aparecer entre a 5ª e a 10ª sessão: sono, calma física e humor. A aprendizagem escolar responde conforme parietais e frontais se estabilizam. Em 20 a 30 sessões, o cérebro do Lucas pode ter um ritmo de base completamente diferente do que tem hoje.
📱 (62) 99933-1538  |  🌐 neurosafer.com
📍 Goiânia - GO | Av. Presidente Kennedy, Ed. Paganini Office, Setor Goiânia 2